
A Inteligência Artificial costuma ser apresentada como algo radicalmente novo, quase futurista. Na realidade, ela vem evoluindo silenciosamente há décadas. O que mudou nos últimos anos não foi a sua existência, mas a sua presença.
Por Acharya Tadany Cargnin dos Santos.
Publicado no Diário de Santa Maria, 15 de janeiro de 2026.
A Inteligência Artificial costuma ser apresentada como algo radicalmente novo, quase futurista. Na realidade, ela vem evoluindo silenciosamente há décadas. O que mudou nos últimos anos não foi a sua existência, mas a sua presença.
Recentemente, com o surgimento da Inteligência Artificial Generativa (IAG), a tecnologia saiu dos bastidores e passou a integrar o cotidiano, influenciando a forma como escrevemos, aprendemos, planejamos, nos comunicamos e resolvemos problemas.
Essa transformação já não se limita a especialistas em tecnologia. Ela alcança pessoas em escritórios, escolas, hospitais, industrias, pequenos negócios, governos e lares.
Então, para compreendê-la é importante remover a complexidade técnica, ou seja, os sistemas computacionais tradicionais são eficientes em seguir instruções claras como por exemplo, calcular números, armazenar dados ou automatizar tarefas repetitivas. Depois, as formas anteriores de IA acrescentaram a capacidade de reconhecer padrões como detectar fraudes, sugerir produtos ou prever demandas.
No entanto, a Inteligência Artificial Generativa vai além. Ela é capaz de criar novos conteúdos a partir do aprendizado de grandes volumes de informação, isto é, textos, resumos, ideias, imagens, rascunhos de aulas ou planejamentos organizacionais.
Em termos práticos, isso significa que um profissional pode pedir o resumo de dezenas de páginas em poucos minutos. Um professor pode gerar o rascunho de um plano de aula ou testes. Um pequeno empreendedor pode criar mensagens de marketing ou respostas à clientes. Um estudante pode solicitar explicações mais simples para temas complexos.
No dia a dia das organizações, a IA Generativa frequentemente atua como uma assistente, pois ao invés de procurar informações em e-mails ou pastas, as pessoas podem fazer perguntas diretas: “O que foi decidido na última reunião?” ou “Você pode resumir esta aula?”, ou “Qual a melhor estratégia comercial para este produto?
Na área da saúde, profissionais podem organizar anotações e históricos, economizando tempo para o cuidado humano.
Em casa, a influência também é visível. Pessoas utilizam a IA para planejar viagens, criar listas de compras, redigir mensagens pessoais ou explorar a escrita criativa. Ou seja, o que antes exigia tempo ou habilidades específicas, tornou-se mais acessível.
Ainda assim, é fundamental compreender que essa tecnologia não substitui a inteligência humana (por enquanto), pois a IA Generativa não entende verdadeiramente valores, sentimentos culturais ou significados pessoais. Desta maneira, ela pode errar com confiançam ou ignorar nuances emocionais humanas.
Isto quer dizer, que a IAG pode redigir uma mensagem, mas apenas uma pessoa sabe escolher o tom adequado para uma conversa sensível. Pode sugerir ideias, mas o julgamento ético e o senso crítico permanecem humanos.
Isso traz uma responsabilidade clara. À medida que a IAG se torna mais presente, é fundamental verificar informações, proteger dados e assumir responsabilidade pelas decisões tomadas visto que, privacidade, ética e discernimento não são opcionais, elas são condições essenciais para a confiança.
Além disso, existe também uma transição humana em curso. Muitas tarefas serão automatizadas ou removidas, enquanto outras ganharão ainda mais valor, por exemplo, criatividade, interpretação, espiritualidade, empatia, liderança e construção de relações. Consequentemente, a aprendizagem contínua deixou de ser um slogan e tornou-se uma necessidade prática.
Concluindo, quando usada com sabedoria, a IAG reduz o atrito do cotidiano, libera tempo e amplia possibilidades. Mas seu verdadeiro valor não está em substituir pessoas, e sim em permitir que elas se concentrem no que há de mais humano: compreensão, discernimento, criatividade e propósito. No final do dia, é imperativo conscientizar-se de que a IAG não é um milagre, nem uma ameaça, mas um reflexo das escolhas que fazemos ao utilizá-la.
Acharya Tadany
Photo by Andy Kelly on Unsplash

Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.

Sim querido vamos ter que encarar a IA com sabedoria. Gratidão! 🌹
Tadany, fico imensamente grata por seu olhar, seu pensamento, sua análise, e sua escrita potente compartilhada possibilitando tão despretenciosamente, diálogos internos com vertentes, trilhas, como que a sinalizar a terceira margem do rio.
Vamos lá molhar os pés ou mergulhar, ESCOLHER!