
O desejo é instantâneo: um lampejo da mente, um impulso silencioso e intenso. Sua materialização, porém, exige tempo, energia, maturidade…
O grande desafio humano não está em desejar, mas no ritmo acelerado e desordenado com que os desejos surgem.
O desejo é instantâneo: um lampejo da mente, um impulso silencioso e intenso. Sua materialização, porém, exige tempo, energia, maturidade e, muitas vezes, uma vida inteira de preparo e esforço.
Dessa forma,
Quando o desejo corre mais rápido que sua manifestação, nasce a frustração.
Quando insiste em não esperar, transforma-se em ansiedade.
Quando se multiplica sem discernimento, gera conflitos.
O verdadeiro aprendizado, portanto, não é eliminar o desejo, mas educá-lo, refiná-lo e colocá-lo em seu devido lugar, para que deixe de governar a consciência e passe a ser iluminado por ela.
Na senda espiritual, o desejo não é senhor do ser, mas apenas um movimento da mente. E a mente, quando educada pelo discernimento entre o permanente e o temporário, aprende a servir à clareza da plenitude, não à carência do ego.
Assim, quando o desejo encontra o seu lugar, cessa a agitação e nasce a lucidez.
E nessa lucidez, compreendemos que a felicidade não está no objeto desejado, mas na plenitude daquele que reconhece a sua própria essência divina, instantânea e sempre disponível.
Acharya Tadany
Meditação Matutina
Pune, 13 de janeiro de 2026.
Photo by Huimin Cai on Unsplash
Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.
