
Buscar abrigo nessas horas é reconhecer os limites do controle e respeitar a inteligência do próprio tempo.
Há momentos em que a sabedoria não pede ação, mas contenção. Diante de uma tempestade violenta, por exemplo, a atitude mais inteligente costuma ser o recolhimento, não por medo, mas por discernimento.
Buscar abrigo nessas horas é reconhecer os limites do controle e respeitar a inteligência do próprio tempo. Caso contrário, tentar enfrentar a tempestade de frente pode gerar consequências que ultrapassam nossa capacidade de lidar com elas.
A vida acontece de forma muito semelhante. A existência humana nos coloca, continuamente, diante de situações instáveis em todos os níveis, isto é, emocional, psicológico, relacional e existencial.
Assim, a questão essencial não é apenas sobre como suportar as dificuldades, mas perceber quando a resistência se transforma em imprudência e quando o recuo se revela em clareza.
Portanto, o verdadeiro discernimento está em saber quando permanecer firme e quando pausar em um refúgio protetor.
Nesse sentido, a paciência não é uma espera passiva. Ela é um alinhamento ativo com a realidade, uma suspensão consciente dos impulsos em favor da compreensão. É a capacidade de manter a estabilidade interior enquanto as forças externas atacam, insultam, confrontam e, aos poucos, se reorganizam.
A vida nos ensina, então, que a paciência não é fraqueza nem atraso, mas sabedoria em repouso. É uma força silenciosa que permite que a ordem volte a emergir sem o uso da violência.
Em outras palavras, há momentos em que saber esperar, com lucidez e serenidade, é o ato de inteligência mais profundo que podemos realizar.
Acharya Tadany
Meditação Matutina
Pune, 7 de janeiro de 2015.
Photo by Lucie Jung on Unsplash
Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.

Obrigada querido por me lembrar de segurar o ego para que a paciência se instale. 🙏🌹
Palavras sábias!! Para ler , sentir e praticar! Lindo mesmo !! 🧡