Acharya Tadany.
Meditação Matutina.
Pune, 16 de outubro de 2026

O amor é como um ilimitado oceano – infinito, abundante e sempre pleno.
Todas as nossas experiências, relacionamentos e momentos da vida são seus afluentes e rios, fluindo constantemente para ele, mantendo-o sempre majestoso, vivo e transbordante.
No entanto, como seres humanos, tendemos a confundir o amor com um pequeno e finito poço e, temendo que nosso pequeno reservatório seque, passamos a vida lutando para reter suas minguantes águas por meio de manipulações, barganhas emocionais, controles e explosões de ciúme. Com isto não quero dizer que não nos importamos, sim, ainda cuidamos, compartilhamos e retribuímos o amor; contudo, fazemos como um avarento preso em trocas quid pro quo (toma lá, dá cá): “Eu te dei isto, então você deve me devolver exatamente a mesma quantidade.”
Este modelo mental é muito parecido com presentes de aniversário: as pessoas lembram meticulosamente o quanto gastaram em um presente dado para alguém e, quando chega o seu próprio dia, cruzam os valores do que receberam com o que deram e, se os pratos da balança não se equilibram, elas silenciosamente reduzem o valor do próximo presente.
Com isto quero dizer que, enquanto vermos o amor como uma transação entre pequenos e isolados poços, nossa existência amorosa permanecerá ansiosa, carente e empobrecida.
Por outro lado, a transformação acontece no momento em que percebemos que não estamos separados da plenitude do amor, ou seja, não somos poços frágeis implorando por chuva, porque estamos conectados à própria Fonte ilimitada do amor e, acima de tudo, somos nós que seguramos a válvula através da qual o doce néctar do amor ilimitada e incessantemente jorra.
Quando essa verdade é reconhecida, a vida se torna uma expressão de amor em constante expansão, compartilhamento e profunda manifestação.
O Oceano Interior
Você nunca foi a poça derradeira;
Implorando por gotas de nuvens passageiras.
Você é o rio, a chuva e o luar;
É o próprio oceano a transbordar.
Solta a balança, desentrelace as mãos;
Deixe cada rio seguir sua direção.
Pois quem compreende o seu inerente valor;
Descobre a imensidão do seu próprio amor.
Photo by Robert Hrovat on Unsplash
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Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.
