Por Acharya Tadany.
Meditação Poética.
Pune, 6 de abril de 2026.

O ato de fazer amor só acontece porque o amor já está lá.
É como um silencioso oceano encontrando seus movimentos na onda.
Contudo, sem o sentimento primordial,
O movimento jamais surgiria,
Pois uma sombra não pode existir sem uma Luz que a projete.
Normalmente, neste sublime e excelso momento,
O que o mundo vê como duas partes,
O pulsar quieto do Amor e a física dança externa de sua expressão
Eu o percebo como uno
Como uma verdade única e indivisível.
Pois assim como o calor não é “adicionado” ao fogo,
O ato de amor não é “adicionado” ao sentir
Ele é o próprio sentir tornado visível.
Portanto, se o coração é oco e o amor está ausente,
O “ato de fazer” nada mais é que um ritual vazio,
Uma mímica rítmica e desalmada,
Uma mecânica repetição na masmorra da vaidade.
Pois, sem a centelha, a lamparina de barro é meramente uma fria argila.
Similarmente, sem amor, o ato é meramente um corpo em movimento,
Esquecendo-se de que deveria ser uma junção de almas num infinito voo.
Acharya Tadany
Photo by Marek Studzinski on Unsplash
Leia
Reflita
Comente
Compartilhe
Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.
