Tadany Poeta
Meditação Poética
Viena, 1 de maio de 2026.

Às vezes, sinto uma imensurável inveja…
Das pessoas que não mudam
E nem sequer contemplam a mudança
Das pessoas que se contentam
Com a pequenez aparente de seus mundos.
Das pessoas que aceitam o status quo
Como se fosse uma lei da natureza
Das pessoas que não questionam suas próprias visões
Temporárias declarações
Das pessoas que encaixam parafusos quadrados
Em buracos redondos
Com uma alegria que eu, por vezes, não consigo encontrar.
Das pessoas cujo mundo se expande
Até os limites dos seus pequenos egoísmos
E que, ainda assim, parecem inteiras
Ainda que fragmentadas.
Das pessoas que suprimem anseios naturais de evolução
Ou que nunca os sentiram
Das pessoas cujas invejas são fugazes, materiais, leves
Das pessoas que sucumbem ao medo do desconhecido
Como se o mundo fosse uma previsível rotina.
Das pessoas que brigam por outras
Que sequer pensam nelas
Das pessoas que ignoram
Não por maldade, mas por cansaço ou por hábito
Das pessoas que respiram sem saber o porquê,
Falam sem pensar,
Vivem sem viver…
Às vezes, quando penso em tudo isto,
A própria inveja, por mais imensurável que pareça,
Desaparece na voracidade de tantos sentimentos,
Frente à fugacidade do próprio existir.
Às vezes invejoso, outros tenobroso,
Mas sempre novo, outras corajoso.
Tadany Poeta
Photo by Lee Howell on Unsplash
Tadany Um refúgio para a alma e um convite à consciência.

Gratidão Tadany por compartilhar tanta sabedoria conosco 🙏